Existem alguns princípios importantes que qualquer pessoa que deseja fazer igreja ou missão precisa ter em mente. Esses princípios são fundamentais para a missão de qualquer igreja cristã.
1.1. Centralidade no Evangelho:
A igreja tem uma mensagem? Que mensagem poderia ser mais importante do que o Evangelho? Igrejas que esquecem isso e passam a pregar apenas ética, política ou ações sociais acabam desviando-se da sua verdadeira missão. Sim, há momentos em que a igreja não pode fechar os olhos para problemas sociais como racismo ou injustiça, e precisa se posicionar. Mas isso nunca pode substituir a missão principal: cumprir a Grande Comissão. O Evangelho de Jesus Cristo, que traz salvação, permanece sendo a nossa mensagem central por mais de 2.000 anos.
1.2. Centralidade no Espírito Santo:
A igreja precisa trabalhar em parceria com o Espírito Santo. Isso requer o entendimento de que nossa força não vem de nossas habilidades ou inteligência. Não importa quão capacitados ou instruídos possamos ser, nossa força é derivada — somos fortes quando somos fortes no Senhor, e não em nós mesmos. Por isso, o pregador ou líder missionário precisa ser alguém profundamente dedicado à oração. É através da oração que recebemos a unção do Espírito.
1.3. Obediência:
É uma tolice quando o líder ou pregador segue seu próprio caminho, ignorando a direção do Espírito. Você pode ter o Evangelho e ser uma pessoa de oração, mas não estará cheio do Espírito se viver em desobediência.
Leitura: Atos 13:1–3, 6–11, 44–52
2.1. Adoração e Jejum (13:2):
Nesta fase, Barnabé ainda é o líder, e o grupo está reunido para adorar e jejuar. Eles estão em comunhão com o Espírito, que declara: “Separem para mim Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado.” Atos 13:1 declara que havia profetas e mestres em Antioquia, e o Espírito falou por meio de um dos profetas. Em resposta, eles continuaram jejuando e orando, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo e os enviaram. Vemos aqui um exemplo de submissão própria da dispensação da graça. Eles não receberam um grande plano estratégico — era uma jornada de direção contínua pelo Espírito. Ou seja, deveriam manter seus ouvidos atentos à voz do Espírito.
2.2. Em Pafos (13:6):
Eles encontraram um falso profeta chamado Bar-Jesus, também conhecido como Elimas, o mágico. Esse homem praticava artes ocultas e usava seu poder para afastar o procônsul romano do Evangelho. Nesse momento, Saulo o repreendeu, dizendo: “Filho do diabo, inimigo de toda justiça, cheio de engano e maldade!” Paulo declarou a cegueira temporária sobre ele, demonstrando que o poder humano não é nada diante do poder do Evangelho. Isso revela que Paulo tinha sabedoria e discernimento espiritual para reconhecer a atuação das trevas. Mais tarde, ele escreveria sobre o dom de discernimento de espíritos.
Algo parecido aconteceu depois, em Filipos, quando ele encontrou uma jovem escrava possuída por um espírito de adivinhação. Ela seguia Paulo e Silas, dizendo: “Estes homens são servos do Deus Altíssimo e anunciam o caminho da salvação” (Atos 16:17). Embora as palavras parecessem verdadeiras, Paulo discerniu o espírito maligno e o expulsou.
Espere resistência toda vez que o Evangelho for pregado.
2.3. Unção:
Discernimento não é suficiente — também é necessário estar cheio do poder do Espírito para expulsar forças malignas. Em Atos 19, vemos os sete filhos de Ceva tentando expulsar demônios sem ter o poder do Espírito — e foram vencidos por eles.